À medida que a organização cresce, aumenta também a quantidade de riscos, controles, requisitos, evidências, auditorias e planos de ação que precisam ser acompanhados.
É nesse momento que muitas empresas começam a avaliar um software GRC.
Mas como escolher a solução certa?
Quais funcionalidades realmente importam?
Uma plataforma precisa atender apenas Compliance ou também gestão de riscos, auditoria, LGPD e Segurança da Informação?
Como avaliar usabilidade, implantação, integração e capacidade de crescimento?
A escolha de uma plataforma GRC não deve ser baseada apenas na quantidade de funcionalidades.
A solução precisa estar alinhada à realidade, aos riscos e aos objetivos estratégicos da organização.
Neste guia, você vai conhecer os principais critérios para escolher uma plataforma GRC, comparar diferentes tipos de solução e identificar os recursos que realmente podem fazer diferença na gestão.
O que é uma plataforma GRC?
Uma plataforma GRC é uma solução tecnológica desenvolvida para apoiar processos relacionados à Governance, Risk, and Compliance.
Dependendo da solução, ela pode centralizar processos como:
- Gestão de riscos;
- Gestão de controles;
- Compliance;
- Auditoria;
- Gestão de evidências;
- Planos de ação;
- Gestão de requisitos;
- Indicadores;
- LGPD;
- Segurança da Informação;
- Dashboards executivos.
O principal objetivo é substituir processos fragmentados por uma estrutura mais integrada.
Em vez de:
Planilha + e-mail + documentos + sistemas separados
a empresa passa a trabalhar com uma estrutura centralizada.
Riscos + Controles + Requisitos + Evidências + Ações + Indicadores.
Por que as empresas procuram uma plataforma GRC?
Na maioria das organizações, a necessidade surge quando a complexidade começa a superar a capacidade dos processos manuais.
Alguns sinais são bastante comuns:
- Grande quantidade de planilhas;
- Informações espalhadas entre departamentos;
- Dificuldade para acompanhar prazos;
- Falta de visibilidade sobre riscos;
- Auditorias demoradas;
- Dificuldade para localizar evidências;
- Planos de ação atrasados;
- Relatórios produzidos manualmente;
- Falta de indicadores consolidados.
Quando esses problemas aparecem simultaneamente, uma plataforma pode ajudar a estruturar a gestão.
Plataforma GRC ou planilhas?
Planilhas não são necessariamente ruins.
Elas podem ser úteis em operações pequenas e pouco complexas.
O problema aparece quando o volume de informações aumenta.
| Planilhas | GRC Platform |
|---|---|
| Informações descentralizadas | Informações centralizadas |
| Atualização manual | Processos estruturados |
| Maior risco de versões diferentes | Base centralizada |
| Controle limitado de prazos | Monitoramento de ações |
| Relatórios manuais | Indicadores e dashboards |
| Rastreabilidade limitada | Relacionamento entre dados |
A pergunta não é simplesmente se uma empresa deve abandonar as planilhas.
A pergunta é:
“As planilhas ainda conseguem acompanhar a complexidade da minha operação?”
Quais são os principais critérios para escolher uma plataforma GRC?
Antes de contratar uma solução, avalie pelo menos dez dimensões:
- Cobertura funcional;
- Integração entre módulos;
- Usabilidade;
- Flexibilidade;
- Indicadores e dashboards;
- Gestão de evidências;
- Automação;
- Segurança;
- Implantação e suporte;
- Escalabilidade.
1. Avalie a cobertura funcional
O primeiro critério é entender quais processos a plataforma consegue atender.
Uma empresa pode inicialmente procurar uma solução para gestão de riscos.
Mas, posteriormente, pode precisar estruturar:
- Compliance;
- Auditoria;
- Controles internos;
- LGPD;
- Segurança da Informação;
- ESG;
- Gestão de terceiros.
Por isso, é importante avaliar não apenas a necessidade atual, mas também a evolução esperada.
Uma boa plataforma GRC deve acompanhar o amadurecimento da organização.
2. Os módulos conversam entre si?
Esse é um dos critérios mais importantes.
Ter vários módulos não significa necessariamente ter uma plataforma integrada.
Imagine que a empresa identifique um risco.
O ideal é conseguir relacionar esse risco a:
- Controles;
- Requisitos;
- Evidências;
- Planos de ação;
- Responsáveis;
- Indicadores.
Essa integração evita que as informações sejam novamente replicadas em diferentes sistemas.
GRC deve conectar processos, não apenas armazenar informações.
3. Avalie a usabilidade
Uma plataforma pode possuir muitas funcionalidades e ainda assim falhar se as pessoas não conseguirem utilizá-la facilmente.
Durante uma demonstração, observe:
- É fácil encontrar informações?
- Os usuários entendem o fluxo?
- É fácil registrar uma ação?
- É simples anexar evidências?
- Os dashboards são claros?
- Os gestores conseguem acompanhar os indicadores?
Uma solução GRC precisa ser utilizada pelas áreas responsáveis.
Se o sistema for complexo demais, a qualidade dos dados tende a cair.
4. Avalie a flexibilidade da plataforma
Cada empresa possui uma estrutura diferente.
Por isso, uma plataforma GRC precisa permitir algum nível de adaptação.
Verifique se é possível configurar:
- Fluxos;
- Responsáveis;
- Campos;
- Classificações;
- Indicadores;
- Planos de ação;
- Relatórios.
Uma solução muito rígida pode exigir que a empresa adapte seus processos ao software.
O ideal é encontrar uma solução capaz de acompanhar os processos da organização.
5. Avalie os dashboards e indicadores
Uma plataforma GRC não deve apenas armazenar dados.
Ela precisa transformar informações em visibilidade.
Verifique se a solução oferece:
- Dashboard Executivo;
- Indicadores de riscos;
- Indicadores de Compliance;
- Indicadores de controles;
- Indicadores de LGPD;
- Indicadores de Segurança;
- Relatórios;
- Visões gerenciais.
Também é importante verificar se os indicadores podem ser personalizados de acordo com a realidade da empresa.
6. Avalie a gestão de evidências
Em GRC, não basta afirmar que determinada atividade foi realizada.
Em muitos casos, é necessário demonstrá-la.
Por isso, a plataforma deve permitir organizar evidências relacionadas a:
- Controles;
- Requisitos;
- Auditorias;
- Riscos;
- Planos de ação;
- Compliance.
Isso aumenta a rastreabilidade e facilita processos de auditoria e avaliação.
7. Avalie a gestão de planos de ação
Identificar um problema não é suficiente.
É preciso acompanhar sua correção.
Uma plataforma GRC deve facilitar o acompanhamento de:
- Ação;
- Responsável;
- Prazo;
- Prioridade;
- Status;
- Evidência;
- Conclusão.
Um bom sistema também deve facilitar a identificação de ações atrasadas.
O objetivo é transformar identificação de problemas em tratamento efetivo.
8. Avalie automações
Automação pode reduzir atividades manuais e melhorar o acompanhamento dos processos.
Dependendo da plataforma, podem existir recursos para:
- Alertas;
- Notificações;
- Fluxos de aprovação;
- Lembretes de prazos;
- Atualizações de status;
- Relatórios automáticos.
Durante a avaliação, pergunte:
“Quais atividades hoje realizadas manualmente podem ser automatizadas?”
9. Avalie segurança da informação
Uma plataforma GRC pode armazenar informações estratégicas e documentos sensíveis.
Por isso, segurança deve ser um critério central de avaliação.
Verifique aspectos como:
- Controle de acesso;
- Perfis de usuários;
- Permissões;
- Proteção de dados;
- Rastreabilidade;
- Backups;
- Políticas de segurança;
- Infraestrutura.
Também avalie quais informações serão armazenadas na plataforma e quais requisitos precisam ser atendidos.
10. Avalie implantação e suporte
Uma boa plataforma pode falhar se a implantação não for bem conduzida.
Antes da contratação, procure entender:
- Como funciona a implantação?
- Existe treinamento?
- Existe suporte?
- Quem configura a plataforma?
- Quanto tempo leva a implantação?
- Como os usuários são capacitados?
- Existe acompanhamento após a implantação?
A tecnologia é apenas uma parte da transformação.
A adoção pelas pessoas é igualmente importante.
11. Avalie escalabilidade
Uma plataforma GRC deve acompanhar o crescimento da organização.
Considere:
- Mais usuários;
- Mais unidades;
- Mais processos;
- Mais requisitos;
- Mais riscos;
- Novos módulos.
Uma solução adequada hoje pode se tornar limitada amanhã.
Por isso, avalie o roadmap e a capacidade de evolução da plataforma.
Como comparar plataformas GRC?
Uma boa forma de comparar fornecedores é criar uma matriz de avaliação.
| Critério | Peso | Fornecedor A | Fornecedor B | Fornecedor C |
|---|---|---|---|---|
| Risk Management | Alto | — | — | — |
| Compliance | Alto | — | — | — |
| Controles | Alto | — | — | — |
| Dashboards | Médio | — | — | — |
| Usabilidade | Alto | — | — | — |
| Integração | Alto | — | — | — |
| Segurança | Alto | — | — | — |
| Implantação | Médio | — | — | — |
| Suporte | Médio | — | — | — |
| Escalabilidade | Alto | — | — | — |
Essa matriz permite comparar soluções de maneira mais objetiva.
Não escolha uma plataforma GRC apenas pela quantidade de funcionalidades
Um erro comum é comparar fornecedores contando funcionalidades.
Uma plataforma pode possuir dezenas de recursos e ainda assim não atender bem às necessidades da empresa.
É mais importante avaliar:
- Integração;
- Usabilidade;
- Flexibilidade;
- Qualidade dos dados;
- Automação;
- Suporte;
- Segurança;
- Capacidade de evolução.
O melhor software GRC não é necessariamente o que possui mais funcionalidades. É aquele que resolve melhor os problemas prioritários da organização.
Quais perguntas fazer durante uma demonstração de plataforma GRC?
Antes de contratar uma solução, prepare perguntas objetivas para o fornecedor.
Sobre a plataforma
- Quais módulos estão disponíveis?
- Os módulos são integrados?
- É possível personalizar os fluxos?
- É possível criar indicadores próprios?
Sobre implantação
- Como funciona a implementação?
- Quem configura a plataforma?
- Existe treinamento?
- Qual é o suporte oferecido?
Sobre segurança
- Como os acessos são controlados?
- Como os dados são protegidos?
- Existe rastreabilidade das atividades?
- Como funciona o backup?
Sobre evolução
- A plataforma recebe atualizações?
- Novos módulos podem ser adicionados?
- É possível aumentar o número de usuários?
- A solução acompanha novas necessidades regulatórias?
Cloud ou instalação local?
Dependendo da solução, a empresa pode encontrar diferentes modelos de implantação.
Em uma solução em nuvem, a infraestrutura é disponibilizada como serviço.
Em uma solução instalada localmente, a organização pode possuir maior responsabilidade sobre a infraestrutura.
A escolha deve considerar:
- Políticas internas;
- Requisitos de segurança;
- Integrações;
- Custos;
- Governança de tecnologia;
- Necessidades regulatórias.
Não existe uma resposta universal. O modelo adequado depende da realidade da organização.
Como calcular o retorno de uma plataforma GRC?
O investimento não deve ser avaliado apenas pelo preço da licença.
Considere também os custos atuais relacionados a:
- Horas gastas em consolidação de informações;
- Preparação de auditorias;
- Atualização de planilhas;
- Busca por evidências;
- Monitoramento de prazos;
- Produção de relatórios;
- Retrabalho;
- Falhas de controle.
Também considere possíveis ganhos relacionados a:
- Produtividade;
- Visibilidade;
- Redução de riscos;
- Agilidade em auditorias;
- Melhoria da tomada de decisão;
- Padronização de processos.
O custo de uma plataforma deve ser comparado ao custo do processo que ela pretende melhorar.
Quando uma empresa deve substituir suas planilhas por uma plataforma GRC?
Alguns sinais indicam que a organização pode estar pronta para essa mudança:
- Mais de uma pessoa controla a mesma informação;
- Existem várias versões de uma mesma planilha;
- Auditorias exigem muito trabalho manual;
- É difícil saber quais ações estão atrasadas;
- Os riscos estão espalhados em diferentes arquivos;
- A diretoria não possui uma visão consolidada;
- Existem muitas áreas envolvidas;
- O volume de informações aumentou significativamente.
Quando esses sinais aparecem, a tecnologia pode deixar de ser apenas uma conveniência e passar a ser uma necessidade de gestão.
Como a Triskle se posiciona como plataforma GRC?
A Triskle GRC foi desenvolvida para centralizar processos de Governança, Riscos e Compliance em um único ambiente.
A plataforma reúne diferentes módulos para apoiar a maturidade corporativa, permitindo trabalhar com processos como:
- Gestão de riscos;
- Compliance;
- Controles internos;
- Auditoria;
- Gestão de terceiros;
- LGPD;
- Segurança da Informação;
- Gestão de evidências;
- Planos de ação;
- Indicadores;
- Dashboard Executivo.
Essa abordagem permite que a organização evolua gradualmente, adicionando processos conforme suas necessidades.
Em vez de utilizar ferramentas isoladas para cada disciplina, a empresa pode trabalhar dentro de uma estrutura integrada.
O objetivo é centralizar a gestão sem transformar GRC em burocracia.
Checklist: como escolher uma plataforma GRC
| Critério | Avaliado? |
|---|---|
| A plataforma atende os processos prioritários? | ☐ |
| Os módulos são integrados? | ☐ |
| A interface é fácil de utilizar? | ☐ |
| Os fluxos podem ser personalizados? | ☐ |
| Existem dashboards executivos? | ☐ |
| É possível acompanhar planos de ação? | ☐ |
| As evidências ficam centralizadas? | ☐ |
| Existem recursos de automação? | ☐ |
| A segurança atende aos requisitos da empresa? | ☐ |
| Existe suporte durante a implantação? | ☐ |
| A solução é escalável? | ☐ |
| O custo é compatível com o valor gerado? | ☐ |
Perguntas frequentes sobre plataformas GRC
O que é uma plataforma GRC?
É uma solução tecnológica utilizada para apoiar processos de Governança, Riscos e Compliance, podendo centralizar riscos, controles, requisitos, evidências, planos de ação e indicadores.
Qual a melhor plataforma GRC?
Não existe uma plataforma universalmente melhor. A escolha deve considerar os processos da empresa, seus riscos, requisitos, usuários, integrações, segurança, suporte e capacidade de evolução.
Qual a diferença entre sistema GRC e plataforma GRC?
Os termos são frequentemente utilizados para descrever soluções tecnológicas que apoiam Governança, Riscos e Compliance. O mais importante é avaliar os recursos, integrações e capacidade da solução.
Uma plataforma GRC substitui planilhas?
Ela pode substituir ou reduzir significativamente a dependência de planilhas em processos que exigem centralização, rastreabilidade, automação e monitoramento.
Quanto custa uma plataforma GRC?
O custo depende de fatores como número de usuários, módulos contratados, nível de personalização, implantação e modelo de contratação. Por isso, é importante avaliar o custo em relação às necessidades e ao valor gerado para a organização.
Uma plataforma GRC precisa ter vários módulos?
Não necessariamente. A solução deve atender aos processos prioritários da organização e permitir evolução conforme novas necessidades surgirem.
Como avaliar uma plataforma GRC antes da contratação?
Uma boa avaliação deve considerar funcionalidades, integração, usabilidade, segurança, implantação, suporte, escalabilidade, capacidade de personalização e aderência aos processos da empresa.
Por que uma plataforma GRC deve ter dashboard executivo?
Porque a liderança precisa de uma visão consolidada sobre riscos, Compliance, controles, planos de ação e indicadores para apoiar decisões estratégicas.
Escolher uma plataforma GRC não deve ser uma decisão baseada apenas em funcionalidades ou preço.
A solução precisa resolver problemas reais da organização e acompanhar sua evolução.
Antes de contratar, avalie:
Funcionalidade → Integração → Usabilidade → Segurança → Automação → Implantação → Suporte → Escalabilidade.
Também é importante entender se a plataforma consegue conectar os processos.
Um risco deve poder se relacionar a controles.
Um controle deve poder ter evidências.
Uma não conformidade deve gerar um plano de ação.
Um plano de ação deve possuir responsável e prazo.
E a liderança precisa conseguir acompanhar tudo isso por meio de indicadores.
Essa é a diferença entre uma ferramenta que apenas armazena informações e uma plataforma que realmente apoia a gestão.
A escolha certa pode ajudar a empresa a reduzir a dependência de planilhas, aumentar a visibilidade, melhorar a rastreabilidade e fortalecer sua maturidade corporativa.



